domingo, 28 de maio de 2017

Maconha prensada tem urina, esterco e solução de bateria

A luta contra o tráfico de maconha é notícia constante na imprensa, com fotos que mostram enormes barras da planta, enroladas por fita adesiva. Trata-se da maconha prensada, que é consumida pela quase totalidade dos usuários no Piauí. É a única que pode ser encontrada nos pontos de venda de droga, que diariamente são fechados em operações policiais.
O método para produção da maconha prensada é utilizado pelos contrabandistas para facilitar o transporte e evitar que o material seja detectado pelos policiais. Em muitos casos, outras substâncias são adicionadas, que vão desde outras plantas até solução de bateria, esterco ou urina.
Pedro Alencar é um engenheiro agrônomo que estuda a maconha há mais de 20 anos. Sua experiência o fez entrar em contato com a droga ilegal mais consumida em Teresina. Segundo ele, o grande risco que a maconha prensada traz ao usuário é o fato de ele não saber o que está consumindo. “Além de reduzir o volume da maconha, os traficantes precisam acrescentar substâncias para disfarçar o cheiro. Antigamente eles punham café, ou urina, algumas coisas que os cachorros não gostam”, explica Pedro.
O engenheiro comenta que os traficantes misturam outros tipos de plantas, para dar volume, e acrescentam ainda produtos químicos como soda cáustica e solução de bateria. “Muitas vezes a pessoa pensa que está fumando um ‘barato’ e está fumando a morte”, disse.

Maconha prensada apreendida em operação da Polícia Civil (Foto: Divulgação)
O problema se agrava porque os traficantes acrescentam também outras drogas à maconha, como o crack, o que contribui para aumentar o vício. “Há alguns anos, comecei a perceber que as pessoas que fumavam a prensada estavam consumindo mais do que o normal, e não ficavam saciados. Então eu para eles que a maconha estava cheia de uma coisa amarela, que é borra de crack”, relata.
Doutor em biologia, o professor José Ribamar Rocha coordena um grupo de pesquisas sobre fungos aquáticos na Universidade Federal do Piauí. Segundo ele, é possível afirmar que a condição em que a planta da maconha é colocada cria um ambiente propício para o nascimento de microorganismos. “Como [os traficantes] não têm cuidado no manuseio asséptico esterilizado, como têm essas maconhas industrializadas de países onde é permitido, [a prensada] têm o risco de contaminação por bactérias e fungos”, disse.
Fonte: Portal O Dia

sábado, 27 de maio de 2017

Carro incendeia em acidente e condutor morre na BR 135 em Cristalândia

Um acidente ocorrido na BR 135 na tarde deste sábado (27), próximo ao perímetro urbano de Cristalândia do Piauí, tirou a vida de Andre Venicios Carvalho da Silva, de 31 anos, natural da cidade. Segundo informações de testemunhas, o veículo ficou completamente incendiado; já o corpo do rapaz foi encontrado fora do veículo, com bastante escoriações.
A polícia ainda não divulgou detalhes sobre o acidente. O local é praticamente o mesmo onde uma família morreu carbonizada há 3 meses.
André deixa esposa e um filho de 11 meses. Era comerciante e acadêmico de Matemática no Instituto Federal do Piauí (IFPI) de Corrente.

Fonte: Portal Corrente

Municípios que não responderem questionários do IEGM terão contas bloqueadas

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) está alertando os prefeitos piauienses para a proximidade do prazo final de envio das respostas dos questionários do IEGM (Índice de Efetividade da Gestão Municipal), referente ao exercício de 2016. O envio das respostas deve ser feito até o próximo dia 31 de maio. O TCE-PI está alertando os prefeitos que os municípios que não responderem os questionários no prazo terão as contas bloqueadas, dentre outras penalidades.
O prazo de entrega dos questionários já foi prorrogado uma vez (a entrega inicial se encerrava em 30 de abril). Porém, mais da metade das prefeituras piauienses está inadimplente – entre elas a Prefeitura de Teresina, que respondeu parcialmente os questionários. Até a manhã desta quinta-feira, apenas 106 das 224 prefeituras piauienses enviaram as respostas completas; dos 118 inadimplentes, 99 enviaram as respostas parcialmente, cinco não enviaram nenhum questionário e os outros 14 sequer se cadastraram para responder os questionários.
O IEGM foi instituído no ano passado como um esforço do TCE-PI para medir a qualidade e a eficácia das políticas públicas e ações implementadas pelos municípios. Por meio dos questionários, os gestores informam os dados das iniciativas desenvolvidas nas áreas de educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, cidades protegidas e governança em tecnologia da informação.
Essas informações serão analisadas e avaliadas e podem servir de base para a correção de rumos nos casos em que as ações não atendam às demandas e necessidades da comunidade. Os sete questionários, cada um correspondendo a uma área analisada, estão disponíveis no site do TCE-PI (www.tce.pi.gov.br) desde o início de março. Segundo a Resolução TCE 27/16, só se considera adimplente com o TCE os gestores que enviaram os sete questionários.
A mesma resolução diz que os municípios são obrigados a responder e enviar os questionários ao TCE-PI. As prefeituras que não o fizerem no prazo estabelecido sofrerão as sanções previstas no artigo 49, combinado com o artigo 55 – entre elas o bloqueio de contas, aplicação de multas aos gestores e realização de auditorias e inspeções nos municípios.
SOBRE O IEGM
O IEGM é composto pela combinação dos dados governamentais, da prestação de contas e informações levantadas a partir de questionários preenchidos pelas prefeituras municipais. Esses dados permitirão avaliar a qualidade de gastos e a efetividade das políticas públicas e atividades municipais na educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, cidades protegidas e governança em tecnologia da informação.
Os objetivos do índice são compor a consolidação do IEGM Brasil relativo ao exercício de 2016, permitir aos gestores a correção de rumos, reavaliação de prioridades e consolidação do seu planejamento, contribuir para a transparência e aprimoramento da gestão pública, melhorar a sistemática de acompanhamento e avaliação das políticas públicas, alcançar eficácia e efetividade nas ações de controle externo e fortalecer o controle social.

Fonte: TCE-PI

TCE-PI quer cidadão mais ativo na fiscalização da gestão pública

Conscientizar a sociedade da importância do papel dela no controle social e estimular o cidadão a denunciar práticas que contribuam para o combate a desvios e outros atos de corrupção na gestão pública – estes são os objetivos principais da campanha “Licitação fraudulenta é crime! E grave!”, lançada nesta quarta-feira (24) pelo Tribunal de Contas do Estado, no primeiro dia da exposição “Conhecendo o TCE-PI”, que está sendo realizada no Teresina Shopping.
A campanha visa envolver a população no esforço dos órgãos de fiscalização e controle para o combate à corrupção na gestão pública. O presidente do TCE-PI, conselheiro Olavo Rebelo, disse que a campanha tem seu foco na licitação “porque os processos licitatórios são a porta de entrada para atos de corrupção nas administrações públicas do Estado e dos municípios”. Segundo ele, as irregularidades nas licitações favorecem o desvio e o mau uso do dinheiro público.
“Temos recebido todo tipo de denúncia de fraudes e outras irregularidades em licitações, e estamos procedendo as apurações necessárias. Mas é preciso enfatizar a necessidade de maior rigor na fiscalização das licitações públicas, e, neste aspecto, a participação do cidadão é fundamental para nos ajudar a identificar os atos ilícitos e a punir os responsáveis”, diz Olavo Rebelo. Essas denúncias, completam ele, também ajudam a reunir elementos para deflagrar as operações da Rede de Controle para desbaratar organizações criminosas que atuam nos órgãos públicos.
A campanha foi lançada informalmente na noite desta quarta-feira, na exposição no Teresina Shopping, com a presença do presidente do TCE-PI, conselheiro Olavo Rebelo, da conselheira Lílian Martins, de auditores de controle externo do TCE-PI e representantes do Tribunal de Contas da União (TCU), Polícia Federal, Receita Federal, Polícia Civil, Ministério Público Estadual e Federal e outros órgãos que compõem a Rede de Controle. A campanha está sendo apresentada aos visitantes da exposição e será difundida junto aos órgãos de fiscalização e controle, instituições, entidades e conselhos populares.
A exposição “Conhecendo o TCE-PI” fica no Teresina Shopping até esta sexta-feira, aberta à visitação das 10h às 22 horas. O evento mostra a história do TCE-PI, por meio de fotos, textos e vídeos, e laboratórios, veículos e outros equipamentos que aperfeiçoam a fiscalização e revelam a evolução tecnológica do controle externo no Piauí.


Fonte: TCE-PI

Prefeitos temem instabilidade e crise com 'consequências inimagináveis'

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) se posicionou nesta sexta-feira (26) sobre a crise política do Brasil, agravada desde que foi à tona a delação do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Segundo a entidade, que esteve reunida ontem com gestores de todo o país, a crise pode trazer “consequências inimagináveis” aos municípios.
“O país enfrenta momento de gravíssima crise política e econômica, que, ao ameaçar inclusive a estabilidade institucional, pode nos levar a um impasse e uma desestabilização social com consequências inimagináveis. Nós, governantes recentemente eleitos nas médias e grandes cidades, reunidos na Frente Nacional de Prefeitos (FNP), temos o dever de expressar nosso posicionamento”, diz o manifesto divulgado hoje.
Segundo a FNP, o “manifesto não se confunde com eventuais opiniões político-partidárias dos prefeitos e prefeitas enquanto agentes políticos”. A entidade também relata que há uma queda na arrecadação dos municípios “em função do baixo dinamismo econômico” e pede uma saída consensuada para a crise respeitando a Constituição.
“Que seja célere para evitar o agravamento dos reflexos negativos que tal situação já projeta nas cidades e que temos constatado no nosso cotidiano: aumento do desemprego, desincentivo ao empreendedorismo e aos investimentos, paralisação de obras e a disseminação de um indesejável sentimento de fracasso”.
A FNP encerra o manifesto afirmando que o Brasil “não pode ficar sem rumo” e que é preciso “a busca constante pela melhoria da qualidade de vida do cidadão, a retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, a geração de emprego e o combate e a prevenção à corrupção”.
Leia o manifesto na íntegra:
O país enfrenta momento de gravíssima crise política e econômica, que, ao ameaçar inclusive a estabilidade institucional, pode nos levar a um impasse e uma desestabilização social com conseqüências inimagináveis. Nós, governantes recentemente eleitos nas médias e grandes cidades, reunidos na Frente Nacional de Prefeitos (FNP), temos o dever de expressar nosso posicionamento. Este manifesto não se confunde com eventuais opiniões político-partidárias dos prefeitos e prefeitas enquanto agentes políticos.
É notável que as cidades alcançam no Brasil e no mundo um protagonismo cada vez mais relevante. Também é sabido que orçamentos municipais estão desequilibrados. Há um expressivo aumento da demanda por serviços públicos básicos como saúde, educação e assistência social, combinado com a queda na arrecadação em função do baixo dinamismo econômico. Esta insuficiência de recursos públicos para sustentar os serviços básicos lá na ponta poderá levar o país a uma grave crise social. Por isso, e considerando que nosso país é uma federação, este documento torna-se um dever.
A FNP reitera a importância da promoção e do aprimoramento do diálogo federativo por meio de uma mesa de negociação permanente entre União, estados e municípios, dentre outras medidas que venham ao encontro do fortalecimento da federação, das instituições e da própria democracia. Estudiosos têm apontado que se o século XX foi das nações, este seria o das cidades. Esta constatação precisa ser contemplada no nosso desenho federativo, garantindo o tratamento isonômico previsto na Constituição e promovendo avanços e o diálogo permanente com as autoridades locais. 
Defendemos intransigentemente o Estado Democrático de Direito e o direito à livre manifestação. Defendemos uma saída consensuada, respeitando-se a Constituição Cidadã e a legislação vigente, que leve em consideração as diversas forças políticas da nossa sociedade e os três níveis de governo. Ao mesmo tempo, que seja célere para evitar o agravamento dos reflexos negativos que tal situação já projeta nas cidades e que temos constatado no nosso cotidiano: aumento do  desemprego, desincentivo ao empreendedorismo e aos investimentos, paralisação de obras e a disseminação de um indesejável sentimento de fracasso. Reconhecemos ainda que o país precisa de reformas estruturantes, que sejam construídas em um ambiente democrático e de diálogo.
Estamos convictos que esta é uma oportunidade para o Brasil se revisitar como nação. Observados os princípios do Estado Democrático de Direito, é preciso contemplar na pauta prioritária do país a busca constante pela melhoria da qualidade de vida do cidadão, a retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, a geração de emprego e o combate e a prevenção à corrupção, com controle e participação social, promovendo um sentimento de superação das dificuldades e de esperanças renovadas em dias melhores. O Brasil não pode ficar sem rumo.


Fonte: CidadeVerde