quinta-feira, 25 de junho de 2015

Instituto de águas é criado para substituir Agespisa

Criado através da lei n°5.641 de abril de 2007 para substituir a Agespisa, o Instituto de Águas e Esgotos do Piauí,  já nasce com 255 cargos e funções gratificadas. 

Sancionado pelo governador junto ao projeto de reforma administrativa, o objetivo do instituto é melhorar os serviços de abastecimento de água dos municípios, considerado problemático devido aos problemas financeiros atuais. Atualmente a Agespisa tem dívidas fiscais e trabalhistas que ultrapassam R$ 1,1 bilhão. “Ela sem capacidade de investimento e por isso o Instituto foi criado”, afirmou o presidente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí, Herbert Buenos Aires.

O instituto terá como estrutura básica, um conselho superior, diretoria geral, assessoria técnica, assistência de serviços, quatro unidades de diretoria, gerencias, coordenações e supervisões, não especificadas a quantidade. 

Já a quantidade de cargos comissionados e funções gratificadas é especificado no anexo único da lei, entre os cargos há 13 assistentes de serviços, 18 supervisores e 168 supervisor de elos. 

O presidente do Sindicato dos Engenheiros do Piauí (Senge), Antônio Florentino, critica a questão de haver cargos comissionados no projeto do Instituto de Águas, já que muitos profissionais não teriam qualificação técnica para ocupar os cargos.

“Não tenho nada contra o cantor Francis Lopes, mas é uma irresponsabilidade colocar uma pessoa que não possui qualificação para assumir um cargo de diretor operacional”, afirma Florentino. Ainda segundo o engenheiro, o Instituto não terá recursos suficientes para se manter, já que muitos programas associados à Prefeitura não fazem parte do projeto. “A solução seria despolitizar e profissionalizar a Agespisa. Deixar os interesses de lado e focar nos investimentos já feitos na Agepisa que já está praticamente fechando por conta dessa burocracia”, disse Antônio Florentino.

Veja abaixo o projeto de lei que cria o instituto:



Fonte: Portal AZ