segunda-feira, 22 de junho de 2015

Máfia das licitações usa prefeito para tentar se instalar no Piauí

Quadrilha interestadual especializada na realização de licitações fraudulentas e montagem de prestações de contas maquiadas, cuja ramificação maranhense foi desmantelada durante a operação “Rapina IV”, realizada no vizinho Estado por agentes da PF e da CGU, continua tentando instalar-se no Piauí, objetivando a aplicação do mesmo golpe em prefeituras de nosso Estado. 
Dentro de seu modo habitual de agir, a quadrilha, utilizando-se dos serviços de um advogado, de vida pregressa nada limpa, e, contando com a conivência de um prefeito municipal, que por sinal, já se encontra na mira das autoridades, em razão dos desmandos que vem praticando na sua administração, estaria tentando convencer prefeitos da chamada planície litorânea quanto à validade da utilização dos métodos adotados em outros Estados pela organização criminosa, os quais consistem, como já foi anteriormente denunciado, na publicação clandestina de Editais e outros documentos fraudulentos, realizadas em falsos veículos de comunicação, com o objetivo único e exclusivo de burlar a vigilância dos órgãos fiscalizadores e encobrir desvios de verbas e apropriações ilícitas de recursos públicos.  No Maranhão a organização criminosa após conseguir o apoio de alguns Prefeitos e Secretários Municipais, passou a fazer circular paralelamente ao Diário Oficial, um Diário Oficial clandestino (cujos responsáveis, por sinal, foram também presos), onde eram feitas publicações de falsos editais de licitações, que, juntamente com cópias de notas fiscais de “firmas de fachada”, eram posteriormente juntados às prestações de contas, com vistas a ludibriar a fiscalização dos órgãos integrantes da Rede de Controle da Gestão Pública, que, no Piauí é eficientemente comandada pelo Tribunal de Contas do Estado. 
Foram presos entre outros, os prefeitos de Axixá, Araioses, Governador Newton Bello, Nina Rodrigues, S. Luiz Gonzaga, Montes Altos, Governador Edison Lobão, São Pedro D’Água Branca, Urbano Santos e Marajá do Sena. Polícia Federal, Ministério Público, TCE e CGU, devem permanecer atentos com vistas a evitar que a organização criminosa venha lograr êxito em sua tentativa de instalar-se também em nosso Estado.
Fonte: Portal O Dia