quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Exportação de milho no Piauí sai de zero para US$ 3,113 milhões em 2015

A última grande fronteira agrícola do País, a Matopiba (área formada por sul do Piauí, sul do Maranhão, leste do Tocantins e oeste da Bahia) tem expandido fortemente as exportações. Só no Piauí, a exportação de milho no Piauí saiu de zero em 2014 para US$ 3,113 milhões em 2015. O Estado apresentou ainda forte expansão nas vendas do complexo da soja, que cresceu 91,73% no acumulado do ano. De janeiro a agosto, as vendas externas da região somaram US$ 8,93 bilhões, 104,16% mais que os US$ 4,37 bilhões registrados em igual período do ano passado. 

Com esse resultado, a área mantém-se no sentido contrário das exportações do agronegócio na média do País, que apresentaram queda de 17,4% no período. Um levantamento feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, no Ministério da Agricultura mostra que esse desempenho tem sido puxado basicamente por grãos.

O milho é o principal deles, com alta de 656% no acumulado do ano, passando de US$ 11,481 milhões para US$ 86,786 milhões. O volume absoluto, apesar de baixo, teve expressiva elevação de 786%, passando de 53.563 toneladas para 86.787 toneladas. No caso da soja em grãos, o avanço foi de 5% em valor e de 38% em volume.

No Maranhão, por exemplo, o acumulado do ano para milho é 1.242,6% maior do que em igual período de 2014 para valor em dólar. Quando se observa o volume exportado do grão, houve um aumento de 1.243%. Carnes também apresentaram bom desempenho, com avanço de 85,05% no período para valores em dólares.

Isaías Soldatelli, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Maranhão, trabalha na região há 13 anos e saiu do Paraná pela possibilidade de encontrar terras a um preço melhor, além de áreas maiores de produção. "Lá (no Paraná) as áreas são pequenas e o valor é alto." Soldatelli explicou que no sul do Maranhão, a soja é o principal produto, mas há também uma forte produção de milho segunda safra, feijão segunda safra e arroz.

*Com informações do Estadão