quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Sílvio Mendes diz que país vive uma crise política e ética

 Sílvio Mendes, ex-prefeito de Teresina 
O ex-prefeito de Teresina Sílvio Mendes (PSDB) comentou o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e pediu cautela para “não cometer injustiça” mesmo concordando que o Brasil vive um momento de crises política, econômica e ética. 

“É crise para ninguém botar defeito e para todos os gostos. Vivemos uma crise ética, política e econômica. Impeachment nesse momento eu acho que é tudo muito confuso. É preciso ter cautela para que não se cometa injustiça. Acho que a presidente é responsável por vários fatos, como a economia que é de responsabilidade do Governo Federal. Aliado a isso, a questão política desgastou ainda mais. É preciso que se chame as responsabilidades de quem tem obrigação, seja de quem causou ou de quem tem o poder de resolver os problemas. A população não vai pagar uma conta que não foi ela quem fez”, avisou o tucano.
Congresso independente

Sílvio Mendes também chamou atenção para um Congresso independente das intervenções e interesses do Poder Executivo Federal. “O Congresso se comporta não alinhado e é bom que não seja mesmo. O Congresso não é expansão do Poder Executivo. O Congresso tem o seu papel legítimo e independente”, lembrou.

Esperança

Mesmo diante do momento difícil que o país enfrenta, Silvio Mendes acredita que é necessário ter esperança e destacou a importância do trabalho para sair do momento de crise. 

“Não podemos perder as esperanças, mas principalmente ter foco no trabalho. Temos que buscar um entendimento responsável e para isso, é necessário deixar as coisas menores, os fuxicos de fora. Esso tipo de coisa não leva ninguém pra frente. O povo não perdoa a mentira. É muito ruim enganar as pessoas naquilo que é mais importante para o cidadão, que é o emprego, as oportunidades. Não se pode dizer que o país está em prosperidade se isso não é verdade. Esse comportamento foi adotado pela presidente durante a campanha. Talvez esteja ai a principal dificuldade dela recuperar a credibilidade”, analisou. 

Fonte: GP1