domingo, 15 de novembro de 2015

Miss Piauí Letícia Alencar lembra da avó, que já ganhou a coroa em 1985

Letícia Alencar, Miss Piauí
Ser miss está no sangue de Ana Letícia Alencar, candidata que representa o Piauí nesta edição do Miss Brasil. Há 30 anos, sua tia por parte de pai, Conceição Lemos, experimentava a mesma emoção. "Sempre soube dessa história da minha tia. Coloquei vestidos dela e até a faixa. Era tudo bem anos 80, aquele cabelão", conta, rindo.
Mas ser miss nunca foi uma prioridade, até porque Ana escolheu cursar medicina – ela está no começo do terceiro ano –, uma carreira que exige dedicação total. E estudou tanto que foi aprovada em três universidades públicas, nas federais de Pernambuco e do Piauí, na Universidade Estadual do Piauí e ficou entre os 50 primeiros aprovados na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Só que o tempo foi passando e ela começou a ter vontade de arriscar enquanto ainda podia, por conta da idade. E deu certo. "Sempre gostei de moda e desse mundo. Me arrependia um pouco de nunca ter corrido atrás. Quando surgiu o convite, aceitei muito rápido".A faculdade segue. O curso não foi trancado e ela garante que estará dentro do limite de faltas durante o confinamento do Miss Brasil. "Passei dias estudando de madrugada, ensaiando, indo para a academia e o pior: controlando a alimentação nesse estresse todo".
Muitas críticas apareceram e ela diz ter sido vítima de preconceito. "As pessoas diziam 'médica e miss, como assim? Todo mundo julgava, porque acham que quem estuda muito não pode ser vaidosa. Eu sou nerd e vaidosa".
A desconfiança alheia lhe deu mais vontade ainda de bancar esse sonho e agora ela colhe os frutos da escolha, o principal deles ter conseguido se livrar da timidez e se expressar em público com desenvoltura. Além de aprender a se arrumar melhor.

Os pais comemoram a decisão. "Se eu fosse só miss, minha mãe ficaria frustrada. Ela sempre valorizou a formação. E meu pai foi uma surpresa, ele morre de orgulho ao dizer que estudo medicina e sou miss". Ela pretende se especializar em dermatologia ou cirurgia plástica.
A tia que a inspirou torce bastante e acredita na potencial da sobrinha. "Nunca a apoiei diretamente, porque ela sempre foi muito focada nos estudos", conta. "Mas o Miss Piauí marcou a minha vida, sempre mostrei fotos e roupas. Não achava que aquela brincadeira de criança pudesse criar raízes. Hoje, acredito que ela tem muitas chances, está preparada para a vida, e não só para ser miss. É inteligente e articulada, conhece o mundo e fala vários idiomas".











Fonte: UOL