sábado, 5 de dezembro de 2015

Comissão denuncia desperdício de água em Curimatá e pede adutora

Moradores da cidade de Curimatá (775 Km de Teresina) se reuniram e formaram a Comissão da Água, um grupo de oito pessoas que tem lutado pela conter o desperdício de água da barragem Algodões II. O reservatório atingiu o volume morto e a água restante continua abastecendo o Rio Curimatá, resultado do projeto de perenização do rio. Para tentar solucionar o problema de falta de água na região, os moradores pedem a construção de uma adutora.
O pedagogo Ronaldo Souza Luz e o universitário Nathan de Carvalho, que integram a comissão, destacaram que cálculos feitos pelo grupo estimam que a barragem possui hoje somente 2% de sua capacidade total. A água que escoa pelo rio todos os dias, segundo ele, poderia abastecer a cidade de Curimatá por dois meses. "A situação do rio Curimatá não é nada animadora, estamos à beira de um colapso. O nível está muito abaixo da capacidade e as autoridades estão de olhos vendados quanto ao problema, que vem desde a inauguração da barragem. O reservatório fica a cerca de 23 km da cidade e a água escoa pelo riacho e não se aproveita quase nada", explicou. 
Segundo ele, a solução seria a construção de uma adutora para que a água fosse direcionada à população. 
"Estamos querendo sensibilizar para que façam uma adutora que contenha o desperdício e mantenha a água. É um absurdo deixar o riacho perene, assim não se aproveita nem 1% da água que escoa. Existe um projeto, mas que esbarra na morosidade. O projeto de perenizar o riacho não contempla mais as necessidades da população, o projeto é de mais de 40 anos, os invernos eram outros. Vivemos um período de constante seca, estamos em dezembro e não caiu uma chuva ainda. Nossa estimativa é de que em 30 dias, sem chuvas, a barragem seque. Os peixes já estão morrendo", disse. 
A barragem abastece as cidades de Júlio Borges, Morro Cabeça do Tempo, Avelino Lopes e Curimatá. A reivindicação teve início depois que moradores da região formaram uma comissão e organizaram manifestações e convidaram a população para reivindicar a execução do projeto. 
A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) foi procurada, mas somente o secretário Ziza Carvalho poderia comentar o caso. A informação é de que ele acompanha o governador Wellington Dias em uma viagem e poderá fornecer informações na próxima segunda-feira (7).



Fonte: CidadeVerde