segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Novo prefeito de Redenção diz que cidade vive situação de emergência

José Carlos Ferreira Folha, prefeito de Redenção do Gurgueia
Poucos dias após tomar posse devido o afastamento do prefeito de Redenção do Gurgueia, a 700km da capital, o novo gestor do município, José Carlos Ferreira Folha (PV), afirma ter recebido a prefeitura em um grande caos. Salários atrasados, funcionários fantasmas, vários contratos a serem pagos, hospital municipal em colapso são a ponta do iceberg, segundo o gestor. Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta segunda-feira, 14, o atual prefeito afirmou que o momento é de organizar a casa. E com um grande jogo de cintura para os problemas nas finanças, principalmente devido a reclamação de servidores por conta de salários atrasados e a incerteza acerca do 13°. “Ainda não posso dizer sobre tudo, mas posso dizer que nós estamos hoje com três meses de salários atrasados, muita gente que recebe salário e mora em Brasília, em Teresina e em São Paulo, pessoas que o povo de Redenção não conhece. É uma situação muito caótica”, explicou.
O prefeito alega que, inicialmente como forma de tentar organizar a casa, uma das primeiras medidas foi baixar um decreto exonerando todos os comissionados, com exceção dos serviços essenciais. “Estamos providenciando uma auditoria, pois de fato a situação nos exige. Baixei um decreto declarando o município em estado de emergência”, destacou.
Outro problema encontrado na prefeitura é na saúde. Segundo o gestor, hoje a população é obrigada a se dirigir ao município de Bom Jesus à procura de serviços básicos. “Recebi todas as ambulâncias quebradas e tive que conseguir um veículo de forma emergencial para atender as pessoas”, enfatizou.
Na tentativa de resolver o problema, o prefeito alega que está fazendo uma manobra financeira para pagar pelo menos os funcionários atrasados, o que define como sua prioridade. “Eu não sei se vou ter recursos para pagar o 13° salário. Eu recebo ligações todo dia de gente o pagamento e cobrando contratos atrasados de R$60 e R$50 mil”, lamenta.
O antigo prefeito, Delano Sousa, juntamente com o secretário de saúde, Julimar Borges, e o presidente da Comissão de Licitação, Romário Figueredo, foram afastados da prefeitura após investigação do Ministério Público. Durante a apuração, teriam sido encontradas diversas irregularidades na contratação de empresas e superfaturação dos preços, emissão de notas fiscais frias, utilização de empresas de fachada, o que pode ter resultado em enriquecimento ilícito e dano ao erário.
Fonte: CidadeVerde