quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Casas populares de parceria prefeitura e governo federal são abandonadas em Corrente

Ontem pela manhã  beneficiários do projeto Minha Casa Minha Vida do governo federal em parceria com a prefeitura municipal de Corrente estiveram reunidos com o objetivo de cobrar a finalização e entrega da obra.
Os beneficiários com o apoio do radialista Gutão e do vereador Kadica visitaram as obras que estão abandonadas. Algumas casas já tiveram portas ou janelas roubadas, outras estão com paredes  rachando. O mato já tomou conta do local.
Embora a placa da  construção afirme a parceria do governo federal e prefeitura, a atual gestão tem se negado a enfrentar o problema. Em entrevista na Rádio Cerrado o secretário de administração Salmon Filho disse que a prefeitura não pode fazer nada.
De acordo com informações da assistente social Itatiara Martins que acompanha o projeto desde o início,  o contrato  diz que   cabe à prefeitura a realização de infra estrutura. "Na verdade ai está acontecendo um jogo de empurra. O governo federal joga para um banco, o banco joga para uma empresa e a empresa joga para uma sub empresa.  Um vai empurrando  a responsabilidade para o outro." Disse.
O presidente da Câmara de Vereadores Kadica disse que acredita na solução do problema, principalmente a partir desse movimento. "São diversas famílias prejudicadas, pessoas carentes que vivem de aluguel pago com grande dificuldade.  Isso aqui não pode ficar largado assim com chuva, sol e agora roubo destruindo o que já foi feito.
Sobre a falta de interesse da  prefeitura Kadica disse lamentar, tendo em vista o reconhecido poder que o prefeito  tem." A prefeitura tem a contrapartida para entregar ruas prontas, energia e água. O que eu vejo é um descaço da gestão que fica jogando pra outra gestão. O prefeito precisa ter mais humildade, ter coração e ajudar essas famílias. Eles não estão nem ai. Estão debaixo de bons tetos. Não se preocupam com o sofrimento  dessas pessoas."
O Portal F10 testemunhou reação emocionada de beneficiários ao entraram em algumas casas. "Meu Deus bem assim como está é muito   melhor que o lugar onde eu moro." Disse Domingos.  "Eu e meu marido vive num quartin que mal cabe nós. Ó meu Deus." disse uma beneficiária.
Outro benefiário, Renato Lustosa, lamentou a situação, mas demonstrou entusiasmo encorajando os demais a buscarem seus direitos. "Moramos num lugar onde não podemos cobrar  nossos direitos, pois somos ridicularizados. Não podemos correr atrás dos nossos direitos. Então vamos provar pra o povo daqui que correndo atrás dos nossos direitos unidos, ganhamos. Graças a Deus temos o apoio de Gutão, que tem como nos orientar."
O radialista Gutão disse que mora perto e por isso passa todos os dias no local e ver com tristeza a situação de abandono das casas e principalmente por conhecer as necessidades das pessoas dos beneficiários. "Não é possível ver tanto dinheiro, um milhão e duzentos reais, jogado no mato. Vendo essa situação de desperdício  do dinheiro publico, descaço e desrespeito com pessoas necessitadas, decidi  dar apoio a essas pessoas no sentido de buscar legalmente, com muito respeito, de forma moderada, sem baixaria,  buscar meios para resolver essa questão. O objetivo é fazer as pessoas ter a casa para morar.”
Gutão também fez referencia a falta de interesse da atual gestão em interferir no assunto. O que se sabe é que o prefeito teria solicitado os documentos do projeto com o objetivo de ter em arquivo, mas sem encarar diretamente o problema. "O convênio é da prefeitura, a prefeitura tem parceria no convênio. Não importa se o convênio vem de outra gestão. a prefeitura tem sim compromisso com o povo. dizer que não quer se comprometer, que não quer participar não é o certo.  Não quer por não reconhecer a importância dessas casas para essas pessoas."