segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Eleitor em Parnaguá é raptado e tem carro queimado na porta da delegacia

Alvino Queiroz, funcionário do Diário Oficial do Estado e eleitor da cidade de Parnaguá (a 823 km de Teresina) denunciou ao Cidadeverde.com que sofreu crime político na madrugada do último domingo (25). Ele foi raptado e teve o carro queimado em frente à Delegacia de Parnaguá. Por telefone, Alvino contou que chegou ao município por volta das 3h da madrugada quando saiu para encontrar com amigos. Ao sair do local percebeu que estava sendo seguido e tentou despistar os suspeitos. Ao constatar que tinha conseguido sair das vistas dos criminosos, estacionou o carro em frente à delegacia de Parnaguá e tentou pedir socorro.
“A delegacia estava fechada, bati e não conseguir resposta. Deixei o carro na porta do Distrito e como minha casa estava a 70m de lá fui andando. Entrei em casa e quando fui fazer uma vistoria percebi três homens fazendo ronda na porta”, revelou Alvino Queiroz.
Para evitar que sua mãe de 80 anos sofresse algum tipo de violência, ele disse que saiu de casa e se entregou. 
“Ao invés deles sair comigo, eles entraram em casa e colocaram uma escopeta na minha cabeça, uma faca na minha garganta e diziam: ‘cala a boca, quero os R$ 200 mil que trouxe de Teresina’. Eu dizia que não tinha dinheiro e eles me levaram para uma lagoa no fundo do quintal da minha casa”. 
Alvino contou ainda que os criminosos – que não estavam de capuz – afirmavam que iria lhe amarrar e pegar sua mãe até ele informasse aonde estava o dinheiro.
“Eu me indignei, reagi ao assalto e fiquei lutando por 10 minutos com eles. Durante a luta, consegui fazer um corte no rosto de um deles com a faca e sair correndo pedindo ajuda. Eu reconheci dois deles que saíram e atearam fogo no meu carro”.
Segundo a vítima, os criminosos queriam dinheiro. “Saiu boato de que eu estaria levando dinheiro para a campanha. Eu só levava panfletos, por isso eles atearam fogo no meu carro. Creio que foi crime político, eles atearam fogo porque não acharam nada. Eles iam me matar”, disse o servidor. 
Alvino registrou Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil investiga o caso. 


Fonte: CidadeVerde