terça-feira, 1 de novembro de 2016

Casos de sífilis deixam profissionais da saúde alarmados no Piauí

Os casos de sífilis tiveram aumento alarmante no Piauí. A doença, que pode ficar “encubada” e reaparecer até 30 anos depois com demência e graves problemas no coração, se espalha principalmente devido a prática sexual sem preservativos. No Brasil inteiro a doença teve um aumento de 42,7% no número de casos nos últimos cinco anos, como informa o Ministério da Saúde. Preocupada com os casos de sífilis no Piauí, a Secretaria Estadual de Saúde realizou nos dias 13, 14 e 15 de outubro o “Fique Sabendo”, uma ação voltada para a realização gratuita de testes. Na campanha, os profissionais de saúde ampliaram os testes para identificar também HIV/Aids, hepatites B e C. A atividade foi realizada em alusão ao dia 15 de outubro, Dia Nacional de combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, transmitida da mãe para o filho durante a gestação.
Karina Amorim, coordenadora dos programas de doenças sexualmente transmissíveis na Secretaria Estadual de Saúde, de 2007 a 2015, o Piauí registrou 747 casos de sífilis congênita e 966 casos de sífilis em gestantes. Só em 2015, foram notificados 131 casos de sífilis adquirida, sendo que 67 deles em pessoas do sexo masculino e 64 no sexo feminino.
A faixa etária com maior número de casos está em pessoas de 20 a 34 anos de idade, com um total de 58 notificações; seguido por pessoas de 35 a 49 anos de idade, com 32 casos notificados.
Os números preocupam o Ministério da Saúde de norte a sul do país. No ano de 2010, o Brasil registrou 1.249 casos. No ano de 2015, esse número aumentou para 65.878 infectados.
No ano de 2010, 146 bebês morreram em conseqüência da sífilis, cinco anos depois os óbitos pela doença em crianças somam 363.

Fonte: Portal AZ