sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Mais de 500 servidores do Estado serão demitidos por acúmulo de cargos

Mais de 500 servidores estaduais serão demitidos por acumular cargos no governo do Estado do Piauí. Com o fim do recadastramento dos servidores estaduais em 2017 e a procura do equilíbrio financeiro das contas do Governo, um cruzamento de dados feito pela Secretaria de Administração detectou 570 servidores que acumulam funções com incompatibilidade de horários que serão exonerados.
Para o secretário Estadual de Administração, Franzé Silva, a medida vai garantir um melhor atendimento a população. "É impossível que um servidor com três contra-cheques possa estar em três lugares ao mesmo tempo. Além da ilegalidade que ocorre de forma bem clara, tem o mal atendimento a população. O cidadão coloca recurso público e merece ser bem atendido. É impossível que dois professores estejam em dois colégios ao mesmo tempo. Isso faz com que alunos fiquem sem aula. A mesma coisa um médico com três vínculos  não ter compatibilidaade de horário - vai ter alguém na fila do hospital sendo mal atendido", esclarece o secretário.
Os números mostraram ainda outros 1367 servidores que estão em situação irregular, 1228 que ainda passam por diligências, 2649 que ainda estão em análise e outros 3886 que foram notificados pelo recadastramento. "Tivemos diversas situações, de servidores falecidos que recebiam, até pessoas que nem moravam no Piauí. A transparência da folha é para que o cidadão saiba que o dinheiro que ele repassa para os cofres públicos é dado aos serviços", pontua.
Contas
O Piauí fechou 2017 como um dos 5 estados do Brasil cujas contas não se deterioraram nos últimos três anos.  Os estados de Alagoas, Paraná, Ceará e Maranhão também fazem parte dessa lista. Franzé ressalta essa questão sob o ponto de vista que São Paulo teve um déficit de R# 3 bilhões.  " São Paulo, por exemplo, fechou de forma negativa. Escolas estavam fazendo rifa para comprar material para fechar o ano letivo. O piauí conseguiu manter tudo, e isso faz com que o estado ganhe credibilidade na prestação dos seus serviços mantendo a folha e atraindo o setor privado para investir", completou.

Fonte: CidadeVerde