terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Cinco barragens do Piauí já sangram com fortes chuvas, aponta Dnocs


Pelo menos cinco barragens do Piauí estão sendo monitoradas de perto pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) por conta das fortes chuvas que atingem o Piauí neste começo de ano. Em levantamento feito pelo departamento, as barragens de Ingazeiras, em Paulistana; Jenipapo, em São João do Piauí; Poço de Marruá, em Patos; Pedra Redonda, em Conceição do Canindé; e Nonato, em Dom Inocêncio já chegaram a sangrar por terem atingido 100% de seu volume.
As barragens de Malhadinha, em Dirceu Arcoverde; e Salinas, em São Francisco, estão em nível de alerta. A primeira já está com 89% de sua capacidade, e esta segunda está com 77,05%.
O diretor do Dnocs, Djalma Policarpo, disse que a barragem de Dom Inocêncio apresentou pequenas fissuras em sua estrutura, mas que a situação é considerada segura e dentro do esperado. “Nós estamos monitorando tudo. Todos os pontos considerados de preocupação estão sendo vigiados e há técnicos nossos nesses locais fazendo estudos para avaliar o que deve ser feito conforme a necessidade de cada barragem”, explica Djalma.
Ele acrescenta ainda que o Dnocs estuda abrir as comportas das cinco barragens que já sangraram para poder dar vazão à água e evitar transbordamentos maiores.
Barragens abaixo do nível
Apesar da chuva estar enchendo o volume de algumas das principais barragens do Estado, em outras o que se observa é a situação contrária. Em pelo menos três barragens, o volume de água ainda está abaixo do esperado para o período.
De acordo com o levantamento Dnocs, as barragens de Fátima, em Picos; Cajazeiras, em Pio IX; e Barreiras, em Fronteiras; apresentam baixo volume de água. Fátima está com apenas 1,08% de sua capacidade, Barreiras tem apenas 6%, e Cajazeiras tem 0,72% de sua capacidade preenchida.
“A nossa intenção é evitar problemas futuros, por isso estamos fazendo esses levantamentos, enviando equipes aos locais e verificando quais as demandas para poder atendê-las. Seja com volume excedente, seja com volume abaixo do esperado, estamos de olho para agir quando necessário”, finaliza o diretor do Dnocs.

Portal O Dia