domingo, 20 de maio de 2018

Piauí tem a terceira maior taxa de analfabetismo do país


O Brasil conseguiu avançar muito pouco nos últimos anos na missão de erradicar o analfabetismo no país. É o que aponta o novo levantamento, no módulo Educação, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 
A taxa de analfabetismo da população com 15 anos ou mais de idade no Brasil caiu de 7,2% em 2016 para 7% em 2017. A discreta melhoria foi insuficiente para alcançar o índice de 6,5%, estipulado pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para o ano de 2015. Ou seja, o país não conseguiu atingir, até agora, uma meta que era projetada para três anos atrás.
Com uma taxa de 16,6%, o Piauí continua entre os estados com mais analfabetos, proporcionalmente. O índice só é melhor que os do Maranhão (16,7%) e de Alagoas (18,2%).
Na outra ponta, os menores índices foram registrados no Distrito Federal (2,5%), Rio de Janeiro (2,5%), São Paulo (2,6%), Santa Catarina (2,6%) e Rio Grande do Sul (3%).
Na comparação entre os anos de 2017 e 2016, o Piauí apresentou uma modesta melhoria na taxa, passando de 16,7% para os atuais 16,6%. Mas algumas unidades da Federação apresentaram pioras em suas taxas de analfabetismo: Rondônia (de 6,7% em 2016 para 7,2% em 2017), Paraíba (de 16,3% para 16,5%), Pernambuco (de 12,8% para 13,4%) e Paraná (de 4,5% para 4,6%).

Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, segundo as Unidades da Federação (2016/2017):
Em números absolutos, a taxa nacional de analfabetismo, de 7%, representa 11,5 milhões de pessoas que ainda não sabem ler e escrever. A incidência chega a ser quase três vezes maior na faixa da população de 60 anos ou mais de idade, 19,3%, e mais que o dobro entre pretos e pardos (9,3%) em relação aos brancos (4,0%).
Das 27 unidades da federação, 14 já conseguiram alcançar a meta do PNE, mas o abismo regional ainda é grande, principalmente no Nordeste, que registrou a maior taxa de analfabetismo entre as regiões, 14,5%.
As menores foram no Sul e Sudeste, que registraram 3,5% cada. No Centro-Oeste e Norte os índices ficaram em 5,2% e 8,0%, respectivamente.
Meta do PNE era que o país atingisse, ainda em 2015, uma taxa de analfabetismo de 6,5%, mas até hoje ela ainda está em 7% (Imagem: IBGE)
Apenas 68,4% dos alunos do ensino médio estavam na série esperada para a idade
A meta de garantir que 85% dos alunos do ensino médio estejam na idade esperada para a etapa também não foi alcançada. Em 2017, apenas 68,4% dos estudantes estavam na etapa esperada para a idade, mostrando pouca variação em relação a 2016, 68%.
No ensino fundamental, a meta, estipulada em 95%, já havia sido cumprida no ano passado, quando foi registrado 96,5%, subindo para 96,9% em 2017. Porém, ao observar o recorte do 6º ao 9º ano, esse número cai para 85,6%.
“É um efeito dominó. Por exemplo, se o aluno repete um ano no ensino fundamental provavelmente ele vai começar o médio já com atraso. Isso ajuda a explicar porque a taxa é mais crítica nessa etapa”, explica a pesquisadora do IBGE Marina Águas.
Cresce proporção de pessoas com ensino superior e cai número de não escolarizados
Por outro lado, houve aumento no percentual de pessoas com 25 anos ou mais idade com ensino superior completo, passando de 15,3% em 2016 para 15,7% em 2017. Entre os brancos, 22,9 % haviam concluído essa etapa, e na população preta e parda, 9,3%. Em 2016, esses números ficaram em, respectivamente, 22,2% e 8,8%.
Já a taxa de pessoas sem instrução, ou seja, aquelas de 25 anos ou mais que não completaram nenhum ano do ensino fundamental, caiu de 10,7% em 2016 para 8,8% no ano passado. Regionalmente, a maior incidência foi observada no Nordeste, 16,5%, e a menor no Sudeste, 5,5%.

Fonte: Portal O Dia