sexta-feira, 9 de novembro de 2018

“Máfia das Licitações” de olho nas eleições da APPM

Gil Carlos, presidente da APPM

A “Máfia das Licitações”, organização criminosa especializada na realização de licitações fraudulentas em todo o país, prepara-se para investir pesado nas próximas eleições da APPM, contribuindo para a vitória de um candidato de sua preferência, que possa vir a favorecer os excusos interesses de seus associados. Há rumores que esse candidato de preferência seria o atual presidente da APPM, Gil Carlos, que, no mandato que agora se encerra, defendeu os interesses da “Máfia das Licitações”, inclusive, lutando pelo fechamento do Diário Oficial dos Municípios, órgão cuja regular circulação constitui a única garantia de que dispõe a Rede de Controle contra as licitações fraudulentas, que representam hoje 90% (noventa por cento) do universo das que se realizam no Estado, segundo declarações do próprio Conselheiro Olavo Rebêlo, Presidente do TCE.
A denúncia nos foi trazida por um grupo de funcionários da entidade, temerosos quanto ao futuro da outrora poderosa e respeitada associação de prefeitos municipais. Para esses funcionários, a APPM nunca teve uma administração tão desastrosa como a que no momento se encerra, sob o comando de seu atual presidente, o médico Gil Carlos Modesto Alves, prefeito de São João do Piauí. 
Gil Carlos, prefeito de São João do Piauí, Jonas Moura prefeito de Água Branca, e Dó Bacelar, prefeito de Porto, são pré-candidatos. Fotomontagem: ODIA
Na opinião dos denunciantes, tivesse Gil Carlos o mínimo de bom senso, jamais pensaria na possibilidade de uma reeleição, ou mesmo, sequer aventaria a hipótese de participar de uma composição tendo o seu atual Vice, Jonas Moura, como cabeça-de-chapa. Na realidade, Gil Carlos contava, a exemplo do ocorrido na eleição anterior, com a possibilidade de um incondicional apoio do Governador Wellington Dias, o que, segundo os denunciantes, dificilmente acontecerá. Wellington já fez isso uma vez e, provavelmente, não cometerá o mesmo erro, pois hoje paga o alto preço de ser considerado co-responsável pelas desastrosas administrações de Gil Carlos, tanto à frente da APPM, como de seu próprio Município, São João do Piauí.
Além de Gil Carlos e Jonas Moura, mobiliza-se ainda como pré-candidato o Prefeito Dó Bacelar, do Município de Porto. Este último, ao que tudo indica, é o que apresenta-se no momento como o candidato mais viável, levando-se em consideração dois simples e elementares fatos: a possível contaminação da candidatura de Jonas Moura, em decorrência da sua aproximação com Gil Carlos e, a preponderância do seu partido – o PP, que detém, entre filiados e filiando-se, aproximadamente 40% do colégio eleitoral.
Para os denunciantes, Gil Carlos, seria, sem nenhuma dúvida, o pior dos candidatos, tanto para os funcionários da APPM, como para o futuro da própria entidade, que, segundo os mesmos, encontra-se completamente falida, ou, na melhor das hipóteses, em situação pré-falimentar.

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